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Tupi - Novo horizonte de mercado

11/07/2011

Criado oficialmente há 32 anos, área da Região Norte de Belo Horizonte passa por forte valorização devido ao fato de ser uma das últimas fronteiras de expansão residencial

Com urbanização recente, o Bairro Tupi, na Região Norte de Belo Horizonte, já teve parte de sua área pertencente ao município de Santa Luzia. Foi a subdivisão de um terreno no chamado Arraial do Onça que decretou o início do local e sua oficialização, em 9 de julho de 1979. Assim como os outros bairros da Região Norte, a população do Tupi enfrentou graves problemas no início de sua constituição, já que o local não tinha a infraestrutura urbana necessária para ocupação. Ou seja, não contava com água encanada, sistema de esgoto, eletricidade e pavimentação.

A ausência quase completa de planejamento decorreu, em grande parte, do ritmo acelerado de crescimento da cidade. Com isso, o poder público nem sempre conseguiu acompanhar a ocupação das áreas disponíveis na capital, muitas delas em locais impróprios para moradia.
Morros, espaços íngremes e até margens de córregos serviram para abrigar os moradores recém-instalados no Tupi e região. O resultado foram problemas decorrentes de enchentes e desabamentos, que acabaram fazendo parte da rotina da população.

Para tentar superar a precariedade das moradias e a deficiência da oferta de serviços básicos na Região Norte, o poder público criou muitos conjuntos habitacionais. Boa parte deles foi construída em terras públicas, adquiridas pelo governo onde antes havia apenas pequenos povoados rurais. A partir daí, o Bairro Tupi teve sua ocupação intensificada.

Com o surgimento de vilas e dos conjuntos habitacionais aprovados pela prefeitura, o objetivo era abrigar, principalmente, a população de baixa renda removida de outras partes da cidade e trabalhadores das novas indústrias da região e de Santa Luzia.

Tendo como divisas os córregos Vilarinho, Bacuraus, Isidoro e Onça, a Região Norte, hoje, é considerada uma das últimas fronteiras de expansão de Belo Horizonte. Com a construção da Cidade Administrativa pelo governo de Minas, o Bairro Tupi, assim como toda a região, já sente a valorização dos imóveis.

Consultor de negócios imobiliários, Paulo Henrique Silva atua no bairro há 20 anos e acompanhou quase toda a história do Tupi, que completa 32 anos de aprovação. “No início, havia pouco comércio e poucas linhas de ônibus. Agora, muita coisa mudou. Já tem asfalto, escolas, ônibus, igreja”, afirma.

O comércio assistiu a uma grande expansão. Com isso, atualmente é possível encontrar quase tudo no Tupi. “Açougue, farmácia, supermercados, padarias, lojas de conveniência, locadoras, posto de saúde, bares, salão de festas, pizzarias e campo de futebol, entre outros”, enumera Paulo Silva.

Esses foram alguns dos fatores que atraíram ainda mais moradores. Apesar de terem surgido muitos imóveis depois que se instalou no Tupi, o consultor observa que hoje há poucas opções para venda ou aluguel. “O bairro tem boa vizinhança, pouca violência em relação aos demais e sua valorização está em alta”, conta.

 

ACESSO RÁPIDO Com acesso pelas avenidas Cristiano Machado, Saramenha e Risoleta Neves, outra obra que valorizou o Tupi foi a Linha Verde. Sua implantação facilitou o fluxo das diversas linhas de ônibus (tais como 1505, 1509, 711, 70 e 66) que atendem ao bairro. De carro, o trajeto até a entrada do Tupi pode se realizado em, aproximadamente, 20 minutos graças à via.

O bairro é conhecido, ainda, por ter o Hospital e Maternidade Sofia Feldman. A instituição foi premiada pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) em 2000 pela qualidade de seus serviços e recebeu outros prêmios por campanhas inovadoras de acompanhamento da gestação de pacientes em domicílio.

De acordo com a Pesquisa do Mercado Imobiliário de Belo Horizonte, realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais (Fundação Ipead/UFMG), se for avaliada a renda média dos chefes de família – menor que cinco salários mínimos –, o Tupi é classificado como bairro popular.

Segundo o levantamento realizado pelo Ipead em maio deste ano, o valor de aluguel de apartamento de dois quartos no bairro era de R$ 614,55. No mercado de compra e venda, os dados de abril mostram que o valor do mesmo tipo de imóvel na região, considerando a classe do bairro, varia entre R$ 173.566 e R$ 437.911.

 


*Publicado em 10/07/2011/Estado de Minas/ imóveis

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