No acumulado de 2011, a Direcional Engenharia lançou Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 1,1 bilhão, 56,4% superior ao mesmo período de 2010, e entregou nove empreendimentos, totalizando 1.887 unidades
A Direcional Engenharia comunicou, na semana passada, o balanço referente ao terceiro trimestre de 2011. No período, a companhia registrou lucro líquido de R$ 59,5 milhões, representando um crescimento de 26% em relação ao mesmo período do ano passado.
A receita líquida no trimestre, de R$ 297,6 milhões, representa um acréscimo de 41% em relação ao mesmo período de 2010. Nos nove meses de 2011, a receita acumulada foi de R$ 776,3 milhões, 50% maior que nos noves primeiros meses do ano interior.
Em entrevista ao jornal O TEMPO, o diretor financeiro e de relações com investidores da Direcional Engenharia, Carlos Wollenweber, fala sobre o bom momento da empresa e sobre o mercado imobiliário.
Alguns analistas acreditam que está se formando uma bolha imobiliária por conta da possibilidade de aumento da inadimplência e do aumento dos preços dos imóveis. Como você vê isso? A demanda por imóveis tem sido influenciada pelo aumento da população acima dos 30 anos, pelo aumento da população em áreas urbanas, pelo aumento de renda e pelo déficit habitacional no Brasil. À demanda aquecida somam-se as condições de crédito, que antes não existiam. Segundo estudos da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), houve uma queda considerável na inadimplência, nos últimos dez anos, com a adoção efetiva da alienação fiduciária em operações de crédito imobiliário, reduzindo de forma considerável as perdas dos bancos, que passaram a estimular novas contratações com prazos mais longos (até 30 anos) e taxas mais atrativas para os compradores.
Hoje, o comprador está deixando de pagar o aluguel para pagar a prestação da casa própria. Ele tem consciência de que, se não arcar com aquele pagamento, irá perder a casa. O aumento de preços é consequência do aquecimento do setor e da melhor condição de crédito para a população.
Como você analisa a expansão urbana da capital mineira? Belo Horizonte tem crescido bastante no sentido das regiões Norte e Nordeste. Com o aumento dos preços e a escassez de terrenos na região Centro-Sul, o crescimento da cidade tem acontecido na direção do Vetor Norte, incentivado ainda pela construção da Linha Verde, da Cidade Administrativa e do aeroporto de Confins.
Como tem sido o desempenho da Direcional nos últimos anos? A Direcional Engenharia vem mantendo um crescimento contínuo nos últimos anos. Em 2011, os resultados estão alinhados com a expectativa da companhia e, na maioria das vezes, superam os apresentados no mesmo período do ano passado. O resultado do terceiro trimestre, divulgado na última semana, registra um lucro líquido de R$ 59,5 milhões, representando um crescimento de 26% em relação ao mesmo período do ano passado.
A receita líquida no trimestre, de R$ 297,6 milhões, representa um acréscimo de 41% em relação ao mesmo período de 2010. Nos nove meses de 2011, a receita acumulada foi de R$ 776,3 milhões, 50% maior que nos noves primeiros meses de 2010.
No acumulado de 2011, a Direcional lançou Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 1,1 bilhão, um valor 56,4% superior ao mesmo período de 2010, e entregou nove empreendimentos, com total de 1.887 unidades e VGV de R$ 304,8 milhões.
Em 2010, a empresa alcançou um lucro líquido recorde de R$ 176, 4 milhões, valor 107% superior ao registrado em 2009. As vendas contratadas em 2010 também registraram excelente desempenho, com crescimento de 57% quando comparadas às de igual período de 2009.
Quais as perspectivas futuras? Permanecemos muito otimistas com os projetos em aprovação na Caixa Econômica Federal, no âmbito da segunda fase do programa Minha Casa, Minha Vida, e estamos confiantes em nossa diferenciada capacidade de execução, que nos possibilitará aproveitar a alta demanda, associada aos significativos incentivos governamentais, o que nos fará crescer num ritmo ainda mais forte nesse segmento, e com baixo comprometimento de caixa.
Além da falta de terrenos incorporáveis em Belo Horizonte e dos elevados preços, quais as principais dificuldades que as incorporadoras têm encontrado no mercado mineiro? Nos nove primeiros meses do ano, a Direcional adotou a estratégia de reposição do estoque de terrenos na proporção dos lançamentos, adquirindo seis terrenos, com VGV de R$ 581 milhões e potencial construtivo de 3.118 unidades.
Desde o início de suas atividades, a Direcional é uma construtora e, assim como as demais, tem sentido a falta de mão de obra.
No entanto, a empresa tem como diferencial a verticalização de mão de obra, com a contratação direta de seus funcionários, número que hoje ultrapassa 12 mil empregados.
Isso gera um impacto muito positivo na retenção e na atração da mão de obra, pois possibilita o desenvolvimento profissional, a qualificação e o acesso ao nosso pacote de benefícios.