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Aluguel residencial em BH sobe mais que a inflação

01/09/2011

O Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), índice de preços medido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e que é usado para reajustar contratos de aluguel, subiu para 0,44% em agosto, depois de dois meses registrando deflação. Mesmo assim, o acumulado em 12 meses caiu de 8,36% em julho para 8% em agosto, já que as taxas do ano passado estão superiores às atuais. Mas os inquilinos não têm o que comemorar. O reajuste dos aluguéis em Belo Horizonte está bem acima da inflação.

Segundo dados da Câmara do Mercado Imobiliário e Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi-MG), os reajustes de aluguéis na capital mineira acumulam alta de 10,20%. Nos sete primeiros meses deste ano o aumento foi 5,94%, também acima da inflação, que chegou perto de 5%. Ou seja, os novos valores crescem ao sabor dos preços do mercado imobiliário, sem referências à inflação. Na locação comercial, essa alta pode alcançar 50%. E isso tende a continuar, segundo especialistas.

"O fato é que os contratos novos ou renovados estão de 15% a 20% mais caros que os contratos antigos. O dado do IGP-M de agosto é bom, pois mesmo acelerando em relação ao mês passado, está mais baixo no acumulado em 12 meses, que é o valor usado para corrigir contratos. Vemos que este índice, que antes girava na casa das 12%, 13% ao ano, agora está na casa dos 7%, 8%, mais próximo do IPCA e do INPC (que medem somente a inflação para o consumidor e o IGP-M também acompanha preços no atacado)", afirmou José Conde Caldas, presidente da Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi).


*Publicado em 01 de setembro de 2011/ O Tempo/ Economia
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